EMIGRAÇÃO FORÇADA

Não queria que esta nossa secção começasse exactamente desta forma e muito menos com este tema, porém há realidades demasiado gritantes para serem mascaradas e problemáticas assustadoramente dramáticas para se andar para a frente sem antes se olhar para elas.

É o caso da emigração e deste nosso país chamado Portugal. Um país que desde 2008 / 2009 não conhece outra designação senão falido e confuso. Nada é devidamente explicado, ninguém entende de onde vem “o problema” e todos sem excepção procuramos uma solução particular que permita que cada um de nós consiga aguentar a sua parca jangada por este turbilhão afora.

Média de emigrantes deste 2009: 100.000 / ano

Em 2011 o número de emigrantes cresceu 85% em relação ao ano 2010

Taxa de desemprego jovem: 42%

Fontes: Jornal de Notícias e Diário de Notícias

Hoje reflecti numa solução chamada emigração. Um país que aos poucos é composto somente por aqueles que já não têm idade, saúde ou condições para partir à procura de algo melhor. Uma terra que pelo seu coração adentro, nas suas terras mais interiores já não conhece as brincadeiras das crianças pelas ruas… e até parece que falo de um país enorme, em que esse tal interior fique a algumas 12 horas de distância! Mas enfim…

O drama é que pais que trabalharam toda uma vida para os seus filhos, os vejam partir. E com eles parte o sonho de um dia serem avós presentes diariamente na vida dos seus netos. E parte também o sonho de ser velho ao lado daqueles a quem amaram e por quem se sacrificaram.

Quem fica vai envelhecendo, e vai envelhecendo sozinho à espera que o telefone toque à hora marcada… é triste!

Depois reflecti ainda sobre a perda que estes jovens significam para a pátria e para toda a economia. Muitos deles são formados… e bem formados pelas nossas universidades. Mas também os que não são formados. Faz falta que ocupem postos de trabalho em Portugal, que recebam os seus salários em Portugal. Que descontem os seus impostos em Portugal e que comprem os seus bens e serviços em Portugal. Pois, mas para isso seria necessário que houvessem os tais postos de trabalho, em que esta pescadinha de rabo na boca começou.

Dizem eles – os do governo – que isto está a melhorar… e que o digam os milhões de desempregados de longa data, que embora enviem às pilhas de currículos por dia parece haver sempre um candidato melhor! Não desanimem amigas, nem deixem que isto esmigalhe a vossa auto-estima… não são os outros candidatos que são brilhantes, ou vocês que não valem a pena. O problema é que um lugar é disputado por um número esmagador de pessoas.

Não há emprego neste país e os poucos lugares que vão existindo, são miseravelmente pagos e sem vinculo para com a entidade empregadora. Cada um está por sua conta, sem a protecção de quem nos deveria proteger.

Quem sai, sai com o coração apertado, mas com uma sensação de esperança. Por isso, Deus vos acompanhe e vos abençoe. Porque todos merecem lutar por um futuro. Fazer valer o seu valor e mostrar as suas capacidade. Quando regressarem em Agosto, os que cá estão, e nos quais eu também me incluo, estarão sempre de braços abertos com o mesmo amor e o mesmo entusiasmo, como se tivessem partido ontem.

Este texto encaixa-se infelizmente em cada vez mais famílias e encaixa-se na minha família e circulo de amigos também… a quem lá está, recebam estes meus escritos e este meu amor com saudades.

Há uma música que gostava que ouvissem. Chama-se “Para os Braços da Minha Mãe” e é cantada por Pedro Abrunhosa (está no nosso espaço video).

por equipa UltraFeminina

 

 


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