Mini-Ultras: A Alicinha e as “Coisas Minhas”

As crianças são criativas, espontâneas e alegres por definição. Activas e atentas. Os nossos Mini-Ultras não são excepção, está claro!

No entanto, nem sempre a criatividade genial de uma criança aparece sob pedido ou com hora marcada e aconteceu assim comigo e com a Alice.

A Alicinha ficou doente. Todo o Domingo esteve febril, abatida e sem vontade de nada para além de nada fazer. Entre as brincadeiras dos primos e do mano, algum clima de alegria, distracção e divertimento a princesa assim esteve… longe e aparentemente entristecida, abatida… “miles and miles away” do brilho que irradia o seu sorriso normalmente 🙁

Na segunda (ontem) ainda se apresentava quente, mas o termómetro já nada marcava para além da Alice que marcava passo em estar indisposta e incapaz de ir para a escola.

Lá lhe perguntei que raio se passava afinal e ela afirmou estar “com dores de barriga e de cabeça! O meu dente nunca mais cai e doí-me a morder as coisas e tenho coisas minhas!”.

Eu… euzinha… euzérrima no cimo do topo dos meus saltos altos ou no desgaste dos meus All-Star nunca tinha ouvido uma pirralhita com 6 aninhos queixar-se de “coisas minhas”, vejam bem!

Mas enfim… ontem, depois de toda a insistência do mundo para espremer a criança a desembochar as “coisas minhas” sem qualquer sucesso [fiquei a saber o mesmo, portanto] lá resolvi aliviar a pressão e deixá-la com as “coisas dela”.

Fomos então apanhar sol e passear a beleza, até que encontrámos um vendedor de rua com umas imagens amorosas de Nossa Senhora à venda por franca ninharia. A Alicinha escolheu uma já muito desbotadinha para ela e escolheu uma feita de pedra para mim com a intenção de a colocarmos na fachada da nossa outra casa.

Lindíssimas as imagens, é um facto! E a minha princesinha resolveu embarcar numa de restaurar a sua desbotadinha durante a tarde, no entanto… e é de notar, como consta no vídeo a concentração da Alice face ao ruído dos berbequins, ao radio que toca, à TV que o mano assistia e até ao cão que a tentava consolar e distraír é algo notável. Distante e compenetrada, voltei-lhe a perguntar “Passa-se alguma coisa baby?” mas a resposta foi mais uma vez “Coisas minhas. Estou triste!”

 

Assim está a Alicinha por estes dias… vamos lá ver hoje… espero que lhe passem as “coisas” que sendo “dela” são “tão minhas” e sendo “tão dela e tão minhas” acabam por ser  “coisas nossas!”, ou em última análise, poderá ser alguma espécie de conversa privada entre a minha filhinha e o Bulldog Inglês!

No entanto perguntou-me: “Ainda é Natal, não é mãe? Vamos fazer mais decorações? Eu estou a pintar esta, por isso não está tudo feito!” – Não percebi a conversa, com franqueza… mas uma coisa é certa, seja o que for que a apoquente, a Alicinha é filha da mãe dela e sendo assim eu resolvi dar-lhe um conselho que acho útil para a vida!

por Anaequipa.ultrafeminina@gmail.com

{a gaja que tem a mania de pensar, mas não pensa sozinha}

 


ultrafeminina.pt é mais que um endereço, é o nome da sua nova amiga, da sua nova atitude e do seu novo refugio secreto. Porque ser feminina não basta... é preciso ser ultra feminina!