ADEUS 2019 – OLÁ 2020

 

And last but not the least

Por fim, e para terminar as boas vindas aqui do pasquim a este novo ano que começa, deixo-vos as minhas considerações. Os meus anseios pessoais, os meus desejos e alguns pensamentos meus. A minha mensagem pessoal, a minha experiência.

Foi 2019 um ano de lutas, mas não só! Cada luta veio acompanhada de uma descoberta e cada descoberta da sua devida sabedoria e dessa devida sabedoria mais um pouco de maturidade e com essa maturidade, mais um pouco de harmonia e paz interior e dessa paz interior mais um pouco (ou um muito) de profundidade de fé e gratidão.

Financeiramente, não posso dizer que me tenha tornado mais rica mas tornei-me mais próspera, mais consciente, mais capacitada E MAIS AUTÓNOMA.

Como mulher, encontrei a minha identidade e descobri caminhos e verdades que antes desconhecia. O meu coração e a minha alma foram completamente modificados pela fé e pela oração, e a minha vida: sim, a MINHA VIDA, é minha! Foi-me dada por Deus! O dom da minha vida e do que tempo que ela há-de durar, são meus e são irrepetíveis e foram presente de Deus, só a ELE devo,  mais ninguém.  A minha vida jamais voltará a ser a mesma. Porque Deus permitiu que os meus olhos se limpassem.

Sei o que procuro, o que desejo e mais do que isso, entendo. Tornei-me dona de mim mesma como nunca antes tinha sido. Desde que fiz 33 anos que a minha vida se foi alterando progressivamente e com essa alteração, o meu coração e a minha alma foram-se dilatando e dilatando cada vez mais e mais. Mas foi a partir de Setembro de 2018, com a passagem de ano para 2019 e depois o mês de Janeiro de 2019 em diante que definitivamente marcaram e definiram a quebra das algemas e dos cadeados e das mordaças que envolviam a minha alma e me impediam de ser feliz e de enchergar a verdade à frente dos meus olhos. De dar um passo em frente por cima dos meus medos, fobias e fantasmas. Foi tal qual como o brutal rasgar do véu do templo. O “homem velho” em mim morreu e floresceu “a mulher nova”. Observei tudo como se nunca tivesse visto o mundo. Até as cores, as flores, os edifícios e as pessoas… tudo me parecia como se me estivesse a ser apresentado pela primeiríssima vez. E tudo me assustava porque tudo me parecia desconhecido.

Porém, uma nova força estava comigo. Eu resistia. Mas essa força dentro do meu peito era respeitosamente muito mais forte do que eu. Era a força do espírito!

Muitas coisas aconteceram a esta “nova mulher”. Ela assustou-se e amedrontou-se, mas encontrou conforto e certa condução espiritual quando precisava, ela orou, ela chorou e as suas súplicas foram atendidas. Ela amou e pensou ser amada. Ela acreditou e pensou ser acreditada. Sonhou e pensou ser correspondida em seus sonhos.

Sobretudo sou uma mulher que se orgulha de si mesma agora, sobretudo pela coragem que ganhou em assumir-se a si mesma e aos seus sentimentos nunca perdendo a lucidez das situações, das adversidades e procurando sempre conselho na fé, na oração e na palavra sagrada. Escutando Deus à maneira que ELE decidiu manifestar-se. Confiando cegamente na providência.

Claro que tenho desejos e sonhos. Mal de mim quando não os tiver. Isso seria o derradeiro sinal de que as algemas, cadeados e mordaças me teriam acorrentado de novo. Estaria dentro de uma gaiola novamente, por mais confortável que fosse. E eu sou filha do Deus da Vida, que me concebeu para a liberdade de sentimentos e para o servir em alegria, gratidão e felicidade. Mas já não desejo coisas ou estatutos.

Gostaria de sugerir agora METALLICA – NOTHING ELSE MATTERS.

Mas chega de desassossego. Só chega! Chega de corações endurecidos e de pessoas que não sabem amar nem ser amadas. Há pessoas que simplesmente não se deixam amar. Há pessoas que simplesmente não querem amar um dia atrás do outro, tranquilamente e ir ganhando paz nos seus corações. Chega de pessoas que só esperam a compreensão dos outros mas cuja mente e alma não se abrem para entender coisa alguma. Chega de pessoas que só conseguem ver-se a si mesmas num ciclo vicioso onde o outro e as necessidades do outro e o compromisso com o outro e a segurança emocional e afectiva do outro são relativizadas, ignoradas e parecem não ter valor. Chega de pessoas cuja primeira palavra e o primeiro pensamento seja sempre sobre si mesmas e sobre as suas vidas, as suas próprias necessidades e os seus próprios medos.

Segurança e estabilidade afectiva e emocional. É isso que quero, vou e pretendo alcançar este ano. Começando não só um novo ano, como também uma nova década. E paralelamente a isto, espero encontrar ajuda no meu dia a dia. Sem ambições extravagantes, sem utopias ou projectos megalomanos. Só isto: segurança e estabilidade afectiva e emocional. Encontrar alguém com quem possa contar, que se comprometa comigo e com as pequenas ajudas do dia a dia que vão aliviando o fardo da vida e o peso das responsabilidades. Amar, dar-me por completo, com a paz e calma de saber que sou amada de volta de forma linear. Orar em conjunto com essa pessoa.

Curioso como aquela liberdade de que vos falava alguns parágrafos mais atrás, a liberdade de já não ter correntes, nem cadeados, nem mordaças, se veio a transformar numa serena vontade de amar e ser amada. Não procura sentimentos exagerados, nem montanhas-russas nem fernezins. Só harmonia e paz. Só o som do bater profundo de um coração que sabemos que nos ama. Que nos traz segurança, confiança, alento, conforto e consolo.

Confesso-vos amigas, que pensei ter alcançado essa enorme e imensa graça. Confesso-vos que por algumas vezes ao longo deste ano, fechei os olhos e me deixei adormecer embalada pelo doce e profundo bater de um coração que julguei amar-me. Confesso-vos que isso me pareceu tão intenso e tão divino que cheguei a sentir que o meu próprio coração e aquele batiam em unissono, como se as almas tivessem sido unidas por Deus e tal foi a franqueza que os meus olhos se fechavam em tranquilidade, sem medos nem reservas. A minha alma se sossegava e aquietava, como se Deus não permitisse que nada perturbasse aqueles momentos em que tirava um pequeno sono. E se fechar agora os olhos, esse doce e profundo bater daquele coração ainda cá está, mas já não me aquieta nem tranquiliza. Infelizmente descobri que há pessoas que só conseguem dar um colo descomprometido e ocasional. Vazio. Não amam de verdade, nem aos outros nem a si mesmas nem fazem o menor esforço por isso. Desistem à primeira dificuldade. Desistem dos outros, de si mesmas e da própria vida, como se a vida não fosse um dom incomparável. Nem as suas nem as dos outros!  Descobrimos essa cruel verdade quando precisamos das pessoas para essas pequenas ajudas do dia a dia, e elas não estão lá. Quando queremos partilhar com elas uma ocasião importante ou um dia festivo e elas não estão lá. Quando não se compadecem do nosso cansaço ou da nossa aflição porque só se vêm a si mesmas. São eternos bebés a fugir de colo em colo à procura de protecção e mimo mas sobretudo de patrocínio para a fuga. Nunca assumem os seus actos, os seus sentimentos. Até hoje me pergunto, como pude eu deixar-me enganar pelo bater daquele coração que me parecia tão franco e verdadeiro. Juro!

Mas esta gente tem medo de quê afinal: de ser feliz? De sorrir? De tentar… ou de não conseguir sequer tentar? Cambada de paralíticos! – para se curarem é preciso deixar-se ser curado minha gente! E tentem ser mais abrangentes nos pedidos de conselho e diagnóstico, porque ir sempre ao mesmo médico dá sempre azo a viver de um só ponto de vista, julgando os arrogantes e sábios deste mundo ser detentores da verdade absoluta. Donos do bem e do mal, com opinião acima das opiniões.

Resta saber se essa verdade, não é afinal a que mais lhes convém!

Uma suposta verdade que tem como único pressuposto manter os outros manietados, subjugados e manipulados pelo sentimento perpétuo de culpa como um farto sobre os ombros.

É REALMENTE CASO PARA DIZER: HAJA DEUS! VEM SENHOR JESUS! E VEM DEPRESSA.

Por isto aprendi o que quero! Mas sobretudo aprendi o que não quero nestas coisas do amor e dos afectos, aprendi com esta violência de me obrigar a compreender que há pessoas que vivem muito bem sem mim. Não sentem a minha falta. Não sentem saudade. Não me precisam. Não precisam de ouvir o doce bater do meu coração para construírem a sua felicidade. Não se sentem mal quando viram as costas, porque nunca amaram. Que eu não represento o porto seguro emocional e afectivo dessa pessoa! E contra factos, não há argumentos… só se for uma pessoa de facto, mesmo MUITO baralhada, e até nesse caso chega um dia que acaba a pachorra e não há outro remédio senão seguir em frente!

Por isso, para mim hoje é Janeiro e está um frio de rachar, as pessoas insistem em ser fortes com os fracos e fracos com os fortes. Orgulhosas de demonstrar frieza a quem está vulnerável. Sentem-se de alguma forma poderosas mas são ridículas, covardes e fracas. “Eu não amo. Sou forte.” – “Parabéns… eu sou ainda mais forte, tenho a coragem de amar mesmo que me espetes um punhal no peito e mesmo sabendo até que terei de o arrancar do peito com as minhas próprias mãos e carregar sozinha a ferida que no coração ficar, porque tu, o forte, abandonas os fracos, como eu. Mas eu sou filha do verbo que se fez carne, e nessa celestial oferenda, também eu amo de corpo e alma, porque se Deus é Verbo esse verbo é AMAR”

Pois eu vou explicar ao demónio que te venceu o que é ser forte, e como é que se é forte em Deus, firme na dor e firme no amor:

É como se 2019, embora cheio de lutas, emoções, sentimentos e acontecimentos no fundo tivesse sido tudo tempo perdido e inútil. Vazio de significado. No último dia do ano, eu estava ali. Incrédula com todos os sucedidos desse dia. Com o espírito entregue e o coração também. Como Cristo, oferecendo mil e uma vezes a outra face. Suportando chicotada atrás de chicotada, punhalada atrás de punhalada e sobretudo a dor se tornava ainda mais atroz por vir de alguém a quem ofereci o meu coração, a dor veio pelas mesmas mãos que repartiram comigo o que tinha no prato, aquelas que eu esperaria que somente me afagassem os cabelos ou me aliviassem o cansaço ou me acarinhassem… eram agora as mãos que se lavavam das e nas minhas próprias lágrimas… Mas imitei Cristo!

Imitei o meu Senhor, ofereci uma face e depois a outra. O tom irredutível e sem pingo de sentimentos da lâmina da frieza, da incredulidade e da desvalorização, da grande e tremenda desvalorização tornaram todo o discurso numa cena quase irreal em que hoje sinto dificuldade de acreditar. Ainda hoje prefiro acreditar que nada naquele dia devo tomar em conta, em consideração ou levar a peito. Suportei que me coroasse de espinhos aquele a quem ofereci o meu coração e conhece melhor que ninguém o estado presente da minha alma. Pedi ajuda para carregar a cruz e ma foi negada ou oferecida mesquinhamente sob objecções e condições ainda mais cruéis do que suportar todos os trabalhos sozinha. De uma violência inenarrável! Então carreguei-a sozinha na solidão enquanto do outro lado do telefone as chicotadas não paravam de me ferir. Contei a verdade que trago no coração e na alma, mas em vez de um abraço e de um beijo… fui ridicularizada, ignorada e desacreditada nos meus sentimentos mais puros e profundos, na minha mensagem, justamente por aquele, o único, a quem confiei os meus maiores segredos. Ouvi a sua voz ao longe. Senti o seu ódio e o seu desprezo enquanto me colocava o manto purpura de um coração espezinhado sobre as costas. Segui até ao fim do dia, e mesmo ali, depois de tudo o que tinha sido a dor e o enxovalhamento e a humilhação que durou todas as horas do dia, engoli o meu orgulho, tal qual o meu Senhor e mais uma vez ofereci a outra face, humilhei-me ainda mais uma vez e pedi clemencia para o meu coração. Abri os braços e as portas da minha casa e disposta a partilhar com todo o amor o que havia em mim, nos meus e na minha mesa, porém, em vez de água fresca para me lavar o rosto cansado e choroso, recebi o cálice amargo do vinagre do abandono, do desprezo, da incredulidade e da frieza.

Então vesti o meu mais belo traje. Senti no intimo da minha alma que o meu Senhor, o do Céu e a minha mamã do céu me retiravam a coroa de espinhos e me coroavam de lindas rosas. Me decoravam de jóias na fronte e que os anjos me levavam até ao meu leito para por fim repousar. Penso que devo ter adormecido um pouco, mas depois acordei em sobressalto. A porta da casa ainda estava aberta tal como havia sido a minha oferta. Então olhei a falésia. Tão alta e bonita. Percebi que ninguém havia entrado por aquela porta para me aconchegar.

Voltei a deitar-me. A luta tinha sido épica! E durou até de madrugada. O meu corpo doía condizentemente com os duros trabalhos, penas e desilusões e lutas de todo aquele dia. Pensei nas minhas necessidades. Na minha providência de forma particular e orei a S. José, reflecti no pouco pão que preciso para viver e que as tuas mãos mesmo sendo pobres, são das poucas capazes e mo dar. Curioso como Deus é! Senti o frio gelado da lenha que não tinha para colocar na lareira e o frio de um coração gelado. Suspirei exausta! Então aconcheguei-me nas mantas e muitas almofadas, agarrei o terço que o tal frade franciscano meu amigo me ofereceu e que tem uma gota de sangue muito especial. Agarrei-o com força! Abracei o retrato da minha melhor amiga, fechei os olhos e disse: Pai, a ti entrego o meu espírito! – E foi aí que senti que estoiraram todos os foguetes e explosões do novo ano, coincidentemente era exacta meia-noite, uma nova década que se iniciava e que rasgava em dois o véu do templo para o inicio de uma nova era, um recomeço, um novo amanhã. A última peça de um cubo mágico que teimava em não se montar para me iluminar, a solução. A derradeira resposta: “Vão-se fazendo ligações directas […] numa espécie de desafio ao poder […] Secretas […] E tu que não crês em ligações directas, olha aqui estas feridas abertas […] por onde se derreteu um futuro inteiro!”

E digo-vos, há ligações directas muito mais abençoadas por Deus do que possam imaginar, e não são poucas e correspondem a grandes dores, porém, a soldados firmes. A mamã do céu nos pede: firmes na dor e firmes no amor! – Já diz a canção: enquanto não há amanhã, ILUMINA-ME.

Já agora aproveito para elogiar o pedido de desculpas do Papa Francisco à senhora que o agarrou e puxou, qual mulher do fluxo de sangue tentando tocar a orla do manto de Jesus a todo o custo. GOSTEI! É preciso ter a coragem. Pedir perdão não é fácil. Engolir o orgulho. Pedir perdão – porque só um espírito iluminado sabe que pedir perdão não é dar um passo atrás mas sim dar um passo em frente, quando é um pedido de perdão verdadeiro. E deixem-me que vos chame a atenção da coincidência de isso se ter passado logo no dia da solenidade de Nossa Senhora Mãe de Deus em que a figura da Mulher fica tão exaltada e isso enfurece o inferno de tal maneira que procura chicotear particularmente as mulheres e as enxovalhar, magoar e derrotar nesses dias. Porém, o Papa mostrou como se reage: engole-se o orgulho e pede-se perdão. Nunca se sabe quem nos puxa o manto para nos abrir os olhos e sacudir a nossa alma, para nos retirar do falso sossego do nosso sono perpétuo. Para nos acordar e chocalhar. Se é uma simples mulher ou se é um Anjo do Senhor misturado no meio da multidão.

A Aninhas aqui vai mais uma vez, de peito aberto e olhos atentos, sorriso rasgado no rosto e terço entrelaçado nos dedos ou ao pescoço enfrentar este ano que se inicia procurando por uma palavra – VALOR – quem me dê valor. Alguém que seja grato pelo dom do amor. Não grato a mim, mas aos céus. Esperando que me devolvam o meu coração, que entreguei levianamente a quem nunca lhe deu valor, nem a esse gesto de amor e que muito provavelmente nunca o quis sequer! Algures durante este ano, o meu coração já estava nas mãos de Deus, mas eu pedi-lho, pedi o meu coração de volta para o oferecer a alguém pelo Natal e de todos os valores e tesouros dignos de um rei que neste momento essa pessoa possa ter em mãos, o valor que para essa pessoa menos vale, é o coração que lhe entreguei, trata objectos de ouro e prata com mais cuidado, protecção e zelo do que trata um coração cheio de amor. Preocupa-se mais com a poeira nas calças ou nos sapatos do que com a poeira nos olhos!

Assim são as pessoas e esta é a verdadeira dor do Sagrado Coração. Obedeci-LHE em tudo. Pedi-LHE no Jardim do Getsémani que afastasse de mim este cálice, porém que se fizesse a SUA vontade e não a minha. Sinto-me orgulhosa por fazer a vontade de Deus, mesmo que a principio me parecesse estranha. Prometeu-me o Senhor ficar sempre comigo ao longo deste caminho e ofereceu-me uma pena de uma ave de rapina, e nunca mais as aves de rapina deixaram de zelar por mim e pela minha mensagem, protegendo o tesouro da pequena semente de amor plantada pelo céu, bem mais valiosa do que outros tesouros terrenos. Senti todas as dores de Cristo, agora espero pela SUA HONRA ressuscitar com ELE.

E isto, queridas e queridos Ultras guardem nos vossos corações: firmes na dor, firmes no amor!

ABBA – PAPÁ!

E não é que o próprio Deus me protegeu como à menina dos Seus olhos, escondendo-me à sombra das Suas Asas, pois agora humildemente lhe peço mais uma vez:

E protege-me e esconde-me não só a mim Papá, como àquele que TU ESCOLHERES, para zelar pelo meu maior tesouro: O CORAÇÃO!

Deixo-vos esta canção que marcou o meu ano de 2019, desde o seu primeiro ao seu último minuto.

CORDAS E CORRENTES – Xutos e Pontapés:

Grossas são as cordas
Os nós são de marinheiro
Enroladas à volta
Mantêm-te prisioneiro
Tu tentas sacudi-las
Mas os nós são corredios
E quanto mais te mexes
Mais te apertam, tem sangue frio
E tu ainda perguntas
O que foi que se passou
Se mal não fizeste
Quem foi que te amarrou
São pesadas correntes
Terminadas em grilhetas
São grossos cadeados
Trancados com sete chaves pretas
Não te deixam voar
Tu já estás colado ao chão
E tudo isto existe
Não parece ter solução
Mas se te lembrares
Se tu usares a tua razão
Tu é que te ataste
Tu és a tua prisão
Cordas e correntes prendem-te no mesmo sítio
E tu ranges os dentes à beira do precipício
Tudo o que possuis
Vai-te roendo a liberdade
Tudo o que desejas
Vai-te doendo de verdade
E tu queres gritar
Mas estás amordaçado
Mas tens de conseguir,
De rebentar por algum lado
Tu tens de ir para além do medo
Deitar tudo a perder
Essas cordas e correntes
São mentais, podem desaparecer
Cordas e correntes prendem-te no mesmo sítio
E tu ranges os dentes à beira do precipício


Cordas e correntes desfazem-se em mil bocados
Cortaram-se os nós, quebraram-se os cadeados
E tu olhas em volta
Já não estás no mesmo sítio
São cordas e correntes caindo no precipício

DÁ UMA SINCERA VONTADE DE LEVANTAR A CABEÇA E OS OLHOS BEM ALTO AO CÉU, COM UMA ESPADA AFIADA ENTRE MÃOS E DIZER –  “AMÉN”

SUGESTÃO MUSICAL – PEDRO ABRUNHOSA, Voámos em Contramão – Na verdade foi mais ou menos isto que aconteceu e estou ainda a processar a informação (agora sou eu que estou baralhada… e MUITO, é que há gente de facto, que só sabe voar a favor do vento porque é mais fácil):

 

Um fantástico ano de 2020 para todas e todos, com Jesus, José e Maria, que a Sagrada Família seja a vossa companhia.

por Ana equipa.ultrafeminina@gmail.com

{a gaja que tem a mania de pensar, mas não pensa sozinha}

 

 

 


ultrafeminina.pt é mais que um endereço, é o nome da sua nova amiga, da sua nova atitude e do seu novo refugio secreto. Porque ser feminina não basta... é preciso ser ultra feminina!