Quando uma relação termina, isso pode dever-se a inúmeras coisas. Um dos fenómenos que mais observo são relações que morrem tal e qual como as plantas: por falta de atenção e competência.

O mundo de hoje, especialmente num país afogado na crise como é o nosso, é caótico conciliar todas as frentes a que somos chamadas.

Eu sei, é preciso realizar dinheiro [e sustento], é preciso lutar pelo nosso posto de trabalho [e se não for pedir muito uma possível progressão de carreira], tratar de ter um lar (minimamente) habitável, ou seja, minimamente com a lida em dia, dar atenção aos filhos [o que já por si daria que fazer em full-time job], preparar refeições, fazer compras [para a casa, não se entusiasme], fazer o melhor que puder para se manter apresentável e se já está cansada só de ler fique sabendo que ainda lhe falta um item: ser uma mulher de sonho para o seu príncipe encantado.

Resolver toda esta charada pode parecer uma missão digna de uma equipa dos GOE e a verdade é que ao tentar levar a cabo tantas responsabilidades há um sem número de mulheres que dão por si esgotadas, deprimidas e frustradas. E no meio deste turbilhão há tristemente também um sem número de casais cujo romance não resiste a tanta pressão.

Sinceramente, estou certa que a solução passa pela organização e cooperação e não só dentro da família como estabelecer redes de inter ajuda alargada ao seu grupo de amigos.

Eu também já me senti muitas vezes encurralada no caos da rotina…

Uma vez por semana (ao Sábado, por exemplo) ponha toda a família a colaborar arduamente na manutenção da casa e distribua tarefas a cada um dos elementos diariamente. Não deixe que os seus filhos se vão deitar sem arrumar os brinquedos nem permita quartos transformados em campos de guerra. Não tenha pena! São bons hábitos!

Quanto ao amor, claro, já não de hoje que digo que entre o grupo de amigos se pode e deve criar um “banco de baby-sitting” – hoje eu tomo conta dos teus filhos enquanto tu vais jantar, passear e namorar e amanhã tu fazes o mesmo por mim ou simplesmente ofereça-se de repente para simplesmente levar os filhos de uma amiga a  passear junto com os seus para que ela tenha uma ou duas horas de relaxamento. Lembre-se que quem não dá, nunca há-de receber…

Explique ao seu querido que às vezes ele poderia levar os meninos ao parque para que você tivesse algum tempo para ler um pouco do seu livro preferido, ir tomar um café ou banhar-se num fantástico banho de imersão… Explique ao querido que às vezes lhe sabia bem que ele se voluntariasse para fazer o jantar, lavar a loiça ou ir deitar os pequenos, sem ter você de lhe dar “o toque”. Explique ao querido que ele se torna um homem mais sexy sempre que é um cavalheiro.

É que um casal que não tem tempo para estar junto e a sós (e este a sós tem dois sentidos: o de estar junto em ambiente de romance e o de estar realmente sozinha a fazer coisas que lhe dão prazer), corre sérios riscos de ver a sua relação degradar-se progressivamente.

Pense nisto. É difícil, eu sei, mas pode valer a pena o sacrifício e o esforço!

— por equipa UltraFeminina

equipa.ultrafeminina@gmail.com

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